segunda-feira, julho 30, 2007

Perfeição e Felicidade

Sempre ouvi dizer que a perfeição é uma ilha perdida, que não consta em nenhum mapa. Essa ilha faz parte do arquipélago da Felicidade, região que todos os homens querem conquistar, mas toda vez que se aproximam, ela some de vista como uma miragem, algo que nunca esteve lá.

Eu pensava assim, até esses dias quando assisti uma entrevista com um atleta que acabara de ganhar uma medalha de ouro nos jogos pan-americanos. Seu rosto era pura expressão da felicidade: olhos brilhantes, sorriso do "gato da Alice", voz ofegante e alma tão pulsante que atravessava a tela e tocava meu coração.

- Parabéns – dizia a repórter – Podemos dizer então que essa medalha é o início do caminho para as Olimpíadas?
- Não – respondeu o atleta – Essa medalha é presente, a China pode esperar. Não quero pensar nas Olimpíadas agora; só quero saborear essa sensação de vitória por quanto tempo eu puder, pois é muito bom ganhar...
- Compreendo. É sempre bom ganhar dos E. U. A e de Cuba.
- Não importa ganhar de outros países, o maior desafio de um atleta é superar a si mesmo.

A repórter ficou meio sem graça com a resposta, mas eu entendi perfeitamente o que o atleta quis dizer e compreendi que naquele momento ele acabara de chegar à Felicidade e por não ter a menor pressa de sair de lá e olhar em outras direções, a felicidade não sumira, pelo contrário, estava bem sólida aos seus pés.

Sim, é possível atingir a perfeição e acredito que esse atleta atingiu o estágio mais perfeito que um ser humano pode alcançar: a felicidade plena. Contudo, como todos os demais seres humanos ele não conseguirá segurá-la por muito tempo, pois o mundo o empurrará para as olimpíadas do futuro e todas as ilhas do arquipélago Felicidade serão substituídas e desaparecerão sobre o nevoeiro das vitórias passadas que já não importam mais.

Não é fácil viver no aqui e agora, mas é justamente quando estamos inseridos completamente no presente que percebemos a perfeição das coisas comuns e conseguimos visualizar com nitidez e lucidez essa tal felicidade.


Frank Oliveira

quinta-feira, julho 26, 2007

Faces de Mim

Quando dizes que é temente
Esse meu lado tão forte e tão dark
Que minha sede de justiça é tamanha
Te digo nessas hora me chamo: Kali

Mas quando sou tua consorte
Te encantando com música e arte
A própria poesia declarada a ti
Meu nome é então Sarasvati

Como vês sou o quente e o frio
Sou amor e também a dor
Os dois lados de uma mesma moeda
O espinho e também tua flor

Já se o caos então se instala
Se sinto alguma ameaça no ar
Não duvide luto com força e com garra
A guerreira Durga é o que verá

Sou assim pura metamorfose
Compaixão e amor sem fim
Quando meu olhar é transparente e sereno
Podes então chamar-me Kwan-yin

Minhas faces mudam a cada dia
Como as luz do sol tento me fortalecer
Mas não nego que a lua também me fascina
E deixo me levar também pelo anoitecer

Sou a namorada, a doce amada
Aquela que te apóia em tudo na vida
Sou tua Gopi que contigo cavalga
Contigo dança, me chame de Sita

No entanto se o ciúme de mim se aproxima
Se é tão forte que de mim se apodera
Sou vingativa, não apenas ameaço
Mas uso toda tática, meu nome é Hera

Tenho um pouco delas em cada partícula
Sou o bem mas não corro do mal
Tenho características diversas e avessas
A divergência que te é tão real

Mas se quiseres a beleza e a sensualidade
Peça-me docemente que ao teu recanto eu venha
Nossas partes se tornando uma apenas
Nessa hora então meu nome é Freya

Ying e Yang estão pungentes em mim
Em cada partícula é puro e distinguível
A essência que cada um nasce e vive
Não muda pois isto não é perecível

E quando me vires com aspecto mundano
Querendo que teu sexo ao meu se insira
Meu cheiro perfumando de desejo o ar
Não se esqueça é minha face de Pomba Gira

E o que enxerga dentro dos olhos que fulminam
Te digo é o mesmo quando te olho com ardor
Se sou a loucura, o medo, a despedida
Sou também a chegada, a paz e o amor


Não importa se sou luz ou escuridão
Se te surpreendo ou se te causo medo
Sabes que sou uma mistura do tudo e do nada
O bem e o mal que já não é mais segredo

Todas faces descritas em mim se encontram
Tantas outras estão no espelho da minha alma
Refletindo Maat, Ceridwen, Afrodite
Iemanjá, Minerva, Pachamama, Tara...


Autora: Auricélia Oliveira

Fotos: http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusalakshmi.html

Quando Morrem os Sonhos

Há tempos que aprendi que para ganhar bem, teria que fazer algo que odiasse; pois para trabalhar com algo que trouxesse satisfação e motivação constante, eu provavelmente teria que pagar para trabalhar. Como sempre trabalhei com treinamento e estou me formando em Letras, participei de um processo seletivo para uma vaga de Educador Social, num projeto do governo federal chamado “Primeiro Emprego”, que basicamente capacita jovens carentes a entrar para o mercado de trabalho. Era a oportunidade que eu tanto procurava.

Em minhas andanças por esses quatro cantos do mundo, passei por lugares que o Brasil quer um dia se tornar e por outros que parece um retrato vivo do que fomos no passado e sei ( a vida me ensinou e está impresso em qualquer livro pré-jardim de infância ) que a educação é o único caminho para o nosso sucesso como nação e para passarmos de “país do futuro” para país do presente de uma vez por todas. A educação é essencial para que os nossos jovens possam ser profissionais de peso num mercado cada vez mais competitivo e que não sejam apenas cidadãos observadores e sim pessoas atuantes na sociedade em que estão inseridos. Baseado nisso, o convite para esse emprego era a minha grande chance de participar desse processo e contribuir de certa forma para o futuro do meu país. Nunca fui tão patriota, mas sempre acreditei que cada pessoa podia fazer diferença e eu estaria formando o próprio futuro dessa terra que tanto amo.

Tarefa nobre e bela. Para a minha surpresa fui aceito e para surpresa deles, aceitei imediatamente, mesmo sabendo que ganharia um terço do que ganhava antes e não teria beneficio algum, além da minha satisfação pessoal e profissional.

Valeria a pena, nem que fosse por um período de seis meses e que alegria era saber que o Governo estava usando o dinheiro do contribuinte sabiamente em educação. Estava otimista no Brasil, como nunca tinha estado antes e confiante que tudo daria certo. Finalmente seria pago para fazer algo extremamente nobre e gratificante. Então, um dia antes de começar a trabalhar, meu telefone tocou...

- Olá, Francisco! Precisamos conversar – disse a moça que me selecionara – ocorreu uma pequena mudança no projeto. O governo cortou parte da verba e precisaremos reduzir o seu salário em relação ao que havíamos combinado antes.

Como assim? Cortou a verba? – pensei - Eles deveriam aumentar a verba em educação. Não se tratava de investir em obras ou estradas; era um investimento no próprio futuro do país – então caiu a ficha: o futuro não elege ou reelege nenhum político.

- Então, podemos ainda contar com o senhor? – prosseguiu a moça.

Não é fácil tomar decisões sensatas quando os nossos sonhos estão em jogo. Se dissesse sim, incluiria o meu nome na lista dos grandes profissionais que auxiliam pessoas, mas que mal recebem para pagar as contas; por outro lado, se dissesse não, um sonho acabaria e morreria sob a pesada mão de uma realidade dura demais com os educadores que são os principais formadores do alicerce que sustenta a nossa sociedade. Precisava pensar, precisava de uma luz, um sinal, mas a verdade é que minha boa vontade não seria suficiente para sobreviver com um salário muito abaixo do que eu precisaria para pagar as minhas contas.

- Gostamos muito do seu currículo, mas não temos como pagar mais que isso – disse a moça e uma vez mais perguntou: O senhor aceita?

De todas as profissões, ensinar é uma das mais belas e infelizmente mais ingratas, mas perguntem a qualquer professor se trocariam sua profissão para ganhar mais em qualquer outra área e a resposta seria imediata: não! Será que eu conseguiria ser tão bravo assim? Será que eu estaria disposto a trabalhar praticamente de graça em prol de um objetivo maior?

- Senhor Francisco? Ainda ai?

- Sim – eu respondi, respirando profundamente - Obrigado pela oportunidade, mas não posso aceitar.

Chovia lá fora, quando o meu sonho morreu.

Frank

Foto: www.fotosearch.com.br

segunda-feira, julho 23, 2007

Só Um Carro


Trânsito infernal, céu nublado de uma típica manhã de Segunda Feira. Em meio a um rio de automóveis, buzinas e fumaça, Sofía dirigia seu carro quando por descuido não viu o sinal ficar vermelho e freou bruscamente, mas não a tempo de impedir uma pequena colisão com outro carro que estava mais a frente.

Batida leve, pequeno susto, Sofia sabia que a culpa era sua e sendo assim, parou o carro, abriu a bolsa, retirou o cartão da seguradora e outro com os seus dados, porém antes que pudesse abrir a porta do veículo, a motorista do outro carro estava na sua janela gritando:

- Sua idiota!!! Você viu o que você fez??? – bracejava a mulher.
- Sim. O erro foi meu. Aqui está o meu cart...
- Claro que foi sua culpa, sua idiota. – gritou a mulher, jogando os cartões de Sofia no chão - Você não viu o sinal vermelho. O que tem de errado com você? É cega?

Sofia respirou fundo e manteve-se calma, enquanto a outra mulher a xingava sem parar, alimentando uma platéia de curiosos que aumentava cada vez ao redor das duas.

- É por causa de motoristas babacas como você, que vivemos nesse caos diariamente – dizia a outra motorista – Você vai pagar! Como vai!!!

- Eu já disse que foi minha culpa, aqui estão os meus cartões. Eu vou pagar pelo prejuízo.

- Vai pagar mesmo, sua filha da ...

A confusão continuou e a policia foi chamada. Sofia não conseguia compreender o motivo daquela fúria toda. Ocorrera um acidente, ninguém se ferira e ela tentava conversar civilizadamente para resolver a situação e tudo o que a outra motorista queria era brigar. O pessoal que observava começou a incentivar a briga. Uns aplaudiam, outros riam como se o acidente fosse um show. Contudo, Sofia permaneceu calma e a briga que a multidão esperava não ocorreu. Os policiais chegaram, um deles afastou a outra motorista, enquanto o outro policial pegava os dados de Sofia.

- A senhora parece bem. Fico contente que não tenha perdido o controle, em acidentes assim, o melhor é conversar e resolver tudo amigavelmente. Estou com seu cartão e os dados do seu carro, pode ir, que resolveremos os demais procedimentos com a outra motorista, mas antes me diga como conseguiu manter a calma, com todo esse circo que se formou?

- Ninguém se feriu – disse Sofia – quanto ao resto, é só um carro, não?

Frank

Heróis do Silêncio


O mundo não vai parar quando eles se forem. Suas fotos não estarão nas capas de jornais e revistas. Não haverá comoção geral, nem minutos de silêncio em suas homenagens. Ruas não serão inauguradas com os seus nomes; nem canções e poemas descreverão suas histórias. O destino de cada um deles é ser riscado da memória, do tempo e do espaço.

Essa é a recompensa para os Heróis do Silêncio; pessoas comuns, que por um motivo ou outro, decidem trabalhar para ajudar o próximo sem a necessidade de receber nada em troca. Não são religiosos, muitos nem acreditam em Deus, eles são apenas pessoas que sabem que se cada um fizesse a sua parte, o mundo seria um lugar melhor para todos.

Esses heróis estão em todos os cantos do mundo: são voluntários nas grandes tragédias ( auxiliam os outros, enquanto a maioria está ocupada discutindo o assunto); trabalham em comunidades pobres nas cidades grandes; escrevem textos inspirados e distribuem gratuitamente para o povo, sem ganhar um tostão por isso; entram em incêndios para salvar alguém em perigo; pulam em rios poluídos para resgatar pessoas levadas por enchentes; onde quer que alguém precise, esses heróis anônimos surgem para ajudar. Eles sabem que não receberão gratidão ou qualquer agradecimento; eles não querem que o mundo os notem ou que os compreendam e aceitem. Quando perguntados o motivo de fazer o que fizeram, eles se espantam e respondem de volta: "qualquer um faria o que fiz!"

Será?

Eles não possuem super poderes ou desejam acabar com a fome na África. São pessoas normais, como eu e você, e como tal, são cheias de conflitos, defeitos, imperfeições, mas diferente da maioria, quando a assistência é necessária, seu primeiro impulso, sua primeira reação é oferecer suas mãos.

Conheço poucos Heróis do Silêncio. Gostaria de ser como eles e ajudar os outros pelo auxilio em si, mas ainda preciso ouvir obrigado e responder não há de quê.

Frank

Fonte da foto: http://www.fotosearch.com.br

sábado, julho 21, 2007

Girassol


Acho que tenho sorte, somente em 2007, devo ter tido uns 15, 20 ou 30 "Dias do Amigo". Seja na faculdade ou em meu último emprego, no mundo real e no virtual, conheci tantas pessoas maravilhosas e posso orgulhosamente dizer: tenho amigos!

Recentemente sai da empresa em que trabalhava e embora possa parecer demodê dizer isso, afirmo com toda a clareza que deixei muitas pessoas queridas por lá. Não é justo citar nomes, há muita gente bacana que jamais esquecerei ( e infelizmente sei também, que nossos caminhos se distanciam de aqora em diante)e deu um aperto no coração deixá-las para trás, contudo, tem uma turminha especial que ficou no meu coração e uma pessoa me deu um presente de despedida que ainda não consigo esquecer.

Presentar alguém é uma arte. Se for um presente de ocasião, fruto da necessidade de dar algo por dar, geralmente é um desastre, mas se for um presente escolhido levando em conta o coração, acertaremos com certeza. Janaina acertou. Ela queria realmente arrancar lágrimas desse Paraíba Voador e conseguiu.

Minha despedida foi num karaokê na região do Sumaré em São Paulo e essa turminha que tanto gosto compareceu em peso, e entre despedidas e canções, Janaina subiu no palco e ofereceu uma canção para mim. Uma canção que eu já tinha ouvido antes, mas nunca prestara atenção; uma canção que ela escolhera por descrever tudo o que eu tinha sido para ela.

Como disse, presente é uma arte e as vezes, um presente vêm em forma de canção*:

"A verdade prova que
o tempo é o senhor
dos dois destinos
dos dois destinos
já que prá ser homem
tem que ter a grandeza
de um menino de um menino

No coração de quem faz a guerra
nasscerá uma flor amarela
como um girassol
como um girassol
como um girassol... amarelo! amarelo!"

Obrigado Janaina e obrigado a todos os meus amigos pelo carinho.

Frank

* Girassol: Cidade Negra

quinta-feira, julho 19, 2007

Gosto de Você



Acordei com gosto de você. Estava sonhando que estava em seus braços e quando acordei sentia uma certa nostalgia de quem sente saudade de algo que costumava ter. Então, me dei conta que nunca tive você, mas como isso poderia ser verdade, se acordei com cheiro de você?

Será que sonhei com algo que posso vir a ter?

Era um sonho daqueles que você jura que conseguirá segurar além do acordar. Você desconfia que pode ser um sonho e tem certeza que a malvada realidade está prestes com ele acabar. Sonho? Não sei, pois você estava agora mesmo comigo, encostava a cabeça no meu peito e apontava para montanha que viamos pela janela daquele lugar. Era uma casa que ficava num vilarejo, no meio das montanhas e acordavámos nos braços um do outro, com o canto dos pássaros e com todos os clichês que um escritor romântico bobo poderia inventar.

Você estava lá, posso jurar, mas não consigo provar, quem sabe, preciso voltar a sonhar e quem sabe dessa vez,se fizer bastante força e desejar de coração quando acordar, você estará comigo e venha para ficar.

Frank

Quando as Lágrimas Aliviam

Dois amigos. Desentendimento e decepção. Anos de amizade apagadas pela borracha do esperar que o outro reagisse como você agiria.

Você quer chorar. Quer gritar ao mundo que quando um amigo se vai, é como se uma estrela apagasse, deixando o caminhante sem direção, sem guia.

Você quer pedir perdão. Quer confessar que estava errado, mesmo tendo razão; só para recuperar a amizade. Só para recuperar o sorriso, o brilho da estrela guia, mas continua quieto, calado e ferido; sem reação. Reprimindo as lágrimas que ameaçam cair.

¨ Chorar é para os fracos ! ¨
Será?

A decepção e a mágoa que seriam lavadas e levadas embora pela correnteza que desce da montanha dos olhos se transforma em relâmpago; raios potentes que caem da nuvem cinza que cobre o coração, nuvens de mágoa que se originou no vale umbilical das emoções desenfreadas.

A barriga pesa e pede socorro. O estômago aciona o sinal de alerta e todo o sistema digestivo entra em colapso por causa de uma emoção mal trabalhada. Você segue pesado e mesmo percebendo que há algo errado, permanece centrado na dor, na ausência, nas lembranças pesadas dos julgamentos de quem tinha razão e quem estava errado, alimentando com isso a nuvem cinza que devargazinho vai cobrindo boa parte do corpo.

A dor emocional se torna dor física. O corpo implora pela ajuda do choro, de um mantra, de uma limpeza energética, de bom senso ou de qualquer outra coisa que não seja os comprimidos e auto-medicação que só pioram o problema.

Dias mais tarde, ainda carregando a dor; você ouve do médico que seu problema é uma gastrite nervosa, no centro espírita, lhe dizem que há assédio espiritual, no templo evangélico que é obra do diabo. Contudo você sabe que não é nada disso, o que você está sentindo, só está ocorrendo porque você não consegue chorar, seguir em frente ou perdoar.


Frank

Foto: http://www.fotosearch.com.br

A Terra das Três Esferas

Vivemos na Terra das Três Esferas. Moldados pelo barro que pisamos e que somos, vivemos pensando nas esferas mais altas ou mergulhados na lama que por vezes nos afunda.

Basta um pouquinho de lucidez para que queiramos voar e viver plenamente nas esferas que ainda estão além do alcance. Por não termos capacidade de nos mantermos por lá, maldizemos e olhamos com rancor para as esferas em que estamos inseridos, e acabamos por perder a oportunidade ideal de conhecer as bases do alicerce que usaremos para alcançar as esferas mais altas.

Reconhecer e aceitar que estamos ainda vivendo nas esferas mais baixas é o caminho para o equilíbrio.

Não há nada de errado com a terra em que vivemos e os nossos flertes com a lama fazem parte do aprendizado, mas o que precisamos sempre lembrar é que temos um grande potencial de ascendência. O Grande Arquiteto que criou todas as esferas, construiu uma estrada perfeita, onde não é possível alcançar a sétima sem passar pela primeira. Daí ser fundamental, jamais perdermos de vista que é preciso viver bem na terra das três esferas, para chegar ao menos na esfera do coração.

Sábio é aquele que reconhece os valores das esferas mais baixas como aprendizado fundamental da nossa longa subida para a montanha do criador.

Sábio é aquele que reconhece que ainda sabe nada, mas esse saber nada é conhecimento essencial para se viver bem enquanto ainda estamos por aqui e é essencial para a longa caminhada para as esferas superiores.


Frank

quarta-feira, julho 18, 2007

A Vida Continua...

Noite de tragédia, dia de lamentação em mais um acidente aéreo em terras ( e céus) brasileiros. Já é possível imaginar o que virá em seguida: manchetes e mais manchetes em todos os jornais, tv e rádio com fotos e descrições de corpos carbonizados; histórias fantásticas das pessoas que não embarcaram no vôo; manipulação dos relatos dos familiares das vitimas para vender mais jornal e continuar a hipnose coletiva proporcionada pela mídia, com suas especulações e exageros de costume alimentados por uma população que acompanha a tragédia como se assistisse uma novela na "segurança" do sofá da sua casa.

Que há algo de podre na aviação brasileira, todos já estão carecas de saber, mas muitos se esquecem que é preciso evitar a todo custo (pelo menos entre pessoas com um pouco de esclarecimento espiritual)esse falatório sobre o acidente, pois isso não ajuda ninguém, pelo contrário, isso só sacia o nosso gosto pelo mórbito, pelo bizarro, pela desgraça alheia em virtude de receber em troca uma falsa sensação que isso só ocorre no quintal alheio.

Sim, isso pode ocorrer com você ou com a sua família e se isso ocorresse, tudo o que você menos vai querer receber em sua casa é lamentação ou a influência nefasta de uma sintonia de comoção, vindo numa nuven pesada de emoções coletivas, pairando no seu teto. Acredito de coração que quando pensamos sobre algo, isso de alguma forma cria algum tipo de energia que afeta as pessoas ao nosso redor, baseado nisso, tente imaginar só de brincadeirinha, o que se forma quando centenas de milhares de pessoas pensam a mesma coisa?

Sorte que isso é só imaginação, né? E se não for...

Compreendam que não falo sobre evitar se informar sobre tragédias, não me refiro a alienação, pois precisamos ler, discutir a respeito, mas isso deve terminar na informação e não na continuidade de conversas de elevadores, em nossas ações no dia-a-dia( por imaturidade em não conseguimos aceitar direito a morte ou tragédias -afinal como "Deus poderia permitir isso?")e repercutir por mais tempo que o suficiente.

Acidentes ocorrem e continuarão a ocorrer até que ocorra uma melhoria significativa nos serviços prestados pelas empresas aéreas e pelo governo brasileiro. Embora, seja lamentável a morte de tanta gente nesse acidente, a vida continua e por respeito as pessoas que se foram e ao colega de trabalho (que têm mais o que fazer do que ouvir de você: "ei, que acidente terrível, não? Você viu o que houve?"), reflita e mude o canal, troque o noticiário especulativo por uma prece, um pensamento limpo e positivo ou mesmo um pedido para que essa pessoas que se foram sejam amparadas do outro lado e para que as pessoas que aqui ficaram ( parentes, amigos, etc)continuem suas vidas e sejam fortes para suportar as próximas horas que não serão fáceis - afinal isso é tudo o que importa nesse momento.

Frank

terça-feira, julho 17, 2007

Mama Mia, here I go again !!!


Escrever sobre a minha mãe é correr o risco fácil de encher a tela com clichês, frases bonitinhas e dizer absolutamente nada. Ela faz aniversário hoje, a idade, não fica bem divulgar, mulheres não gostam, homens não devem ousar perguntar; mas posso afirmar que comemorar essa data é bem especial para mim.

Essa mulher é mais que uma mãe ou amiga, ela é um grande professora. Pouco fiz nesses meus 33 anos que pudesse representar um obrigado, mas tive a oportunidade de viajar com ela para Londres e Paris em Fevereiro passado. Ela nunca tinha ido a Europa antes e eu nunca achei que teria um dia como realizar esse sonho ( mais meu do que dela).

A grana surgiu, a oportunidade veio e quando dei por mim, estavámos voando para o velho mundo. Eu preocupado com medo dela passar mal no avião ( era seu primeiro vôo) e ela aproveitando cada segundo daquela experiência, já tão comum para mim e rindo dos meus temores.

- Filho, fica tranquilo, não vou passar mal, pelo contrário estou amando tudo.

- É que... se a senhora precisar de algo, por favor...

Engraçado como as coisas se invertem não...ela cuidou de mim por tanto tempo e lá estava eu cuidando dela, se preocupando demais e querendo que tudo desse certo.

A viagem foi um sucesso. Revi minha segunda casa ( morei em Londres por quase 4 anos) e passamos dois dias caminhando nas ruas de Paris. Mãe e filho, tendo todo o tempo do mundo pra conversar, sobre tudo e sobre nada.

Viajar com ela ( eu que sou um viajante voador cigano) foi compartilhar algo que nunca tinhamos dividido: a estrada. O resultado foi uma das melhores viagens da minha vida e finalmente tive a oportunidade de conhecer ainda mais essa mulher que me acompanha a vida inteira.

Frank

domingo, julho 15, 2007

Entre Palavras



Entre letras e linhas, palavras e frases, a voz se fez ausente. O coração batia ansioso pelo toque leve de um beijo, as mãos inquietas queriam tocar o rosto, para que os olhos nos olhos fosse a ponte que finalmente os uniria.

Tão longe e tão perto. Distante dos lábios, próximo do coração. O romance se fez presente, mas o momento se foi e eles continuaram dançando pelo ritmo da língua que tocava e estava pelo ar, no silêncio das palavras não ditas e no beijo perdido dos lábios que não se encontraram.

Frank

Foto: a famosa escultura "O Beijo" de Auguste Rodin.

sexta-feira, julho 13, 2007

INDECISÕES


Um dia você está aqui, mas quer estar lá.
Outro dia você está lá, mas quer estar aqui.
E lá vai você perdido pela vida,
Sem saber o que quer nem pra onde ir.

Um dia você está sozinho, mas quer encontrar o Amor.
Outro dia você o encontrou, mas quer voltar a ficar sozinho.
E lá vai você seguindo com o coração vazio,
Sem saber porque não recebe de ninguém o seu merecido carinho.

Um dia você está desempregado, e quer logo trabalhar.
Outro dia você está trabalhando, mas não pára de reclamar.
E lá vai você sem dinheiro uma vez mais,
Sem saber por que nenhuma empresa quer lhe empregar.

Um dia você acusa seus pais, tentando achar um culpado.
Outro dia culpa Deus, por não ser afortunado.
E lá vai você desperdiçando outra oportunidade
De ter uma vida produtiva, com alegria e aprendizado.

Um dia, em plena vida, você acha que tudo desaparecerá quando morrer.
Outro dia, além da morte, descobre que a vida teima em continuar,
E seus problemas ainda estão com você.
E lá vai você esperando uma nova chance de reencarnar e estar na Terra novamente.

Será que dessa vez você vai viver seu Presente ou vai
Apenas seguir desejando uma situação diferente?

Somos Todos UM SÓ!

- Frank -
Londres, 27 de outubro de 2002.

A Primeira Estrela

Não tenho luneta, mas me considero um caçador de estrelas. Adoro procurá-las, mesmo que o céu nublado e poluído da cidade grande, muitas vezes não permita. Vibro com as novas descobertas; conto as que consigo ver sem medo da ameaça das verrugas nas pontas dos dedos e com um pouco de conhecimento de astronomia, meus olhos viajam pelas imagens das constelações com os nomes de heróis e seres da antiguidade. Tento imaginar em qual constelação, essas poucas estrelas que vejo pertence e nessa brincadeira noturna, vou dormir com a imagem de um Frank virando um Surfista Prateado, deslizando pelo espaço. Nesses devaneios, termino sentindo uma saudade de casa, da verdadeira casa, o lugar de onde eu vim e para onde retornarei, afinal somos todos feitos de poeira estelar.

Esses dias tive a oportunidade de passar três dias em Itatiaia no estado do Rio de Janeiro. O Parque e o famoso pico das Agulhas Negras dispensam explicações e é um destino obrigatório para qualquer um andarilho da terra ou das estrelas. Fui para lá para descansar por um fim de semana, e apesar de mal poder esperar pelas caminhadas, cachoeiras e pelo descanso merecido, confesso que estava ainda mais ansioso pelas estrelas. O dia ensolarado e o céu sem nuvens, prometiam uma noite tapeada de estrelas.

A tarde passou correndo e a noite ameaçava chegar. Deitado na varanda da pousada em que estava, fiquei olhando as cores do horizonte mudarem rapidamente de azul claro para laranja e vermelho e o sol se esconder por trás das montanhas que tinham o formato de uma índia. Não pensava em nada, apenas observava o dia se misturando com a noite e de repente, surgiu a primeira estrela. Era a primeira vez em que observava o surgimento das estrelas no céu. Nunca tive tempo para isso, apenas sigo correndo para o trabalho durante o dia e voltando pra casa durante a noite. Ali, eu tinha todo o tempo do mundo, não havia pressa de chegar ou partir, apenas estar presente.

Mas estar presente não é nada fácil. Nunca estamos 100 % num momento. Não sei quanto a vocês, mas tenho um terrível problema de aproveitar totalmente o meu aqui e agora. Perco momentos maravilhosos em minhas horas livres, pensando se não estou desperdiçando o meu tempo ou se consegui fazer tudo aquilo que planejei fazer nessas “horas livres” que na teoria eu deveria usar para fazer nada. Às vezes, precisamos apenas fazer nada para curtir tudo por completo; se ao menos não estivéssemos tão preocupados em fazer algo...

Naquele momento nada mais importava para mim do que caçar as minhas estrelas. Vi a primeira, contei a segunda, fui pego de surpresa pela terceira e quando a décima apareceu, eu já estava além da terra e meus olhos viraram cometas pelo céu que apresentava o seu show estelar.

De acordo com um artigo* que eu estava lendo, o céu estrelado foi a primeira grande atividade especulativa do homem (inscrições e construções em pedra datam de até 30.000 anos atrás). Naquela época, o céu era observado com espanto, admiração e respeito, provocando profundo sentimento de idolatria, daí os nomes das constelações terem sido nomeados com seus deuses, heróis e mitos. Os astros eram divinos e o céu sagrado servia de morada aos deuses.

Contemplando o céu em noites extremamente límpidas e sem iluminação artificial, os homens inventaram as constelações: figuras imaginárias de seres mitológicos, animais e objetos nos alinhamentos estelares. Cada povo ou tribo tinha as suas próprias constelações e, para memorizá-las criavam mitos.

Vivendo da caça, da pesca e da agricultura, precisavam conhecer detalhadamente o clima, épocas de plantio e de colheita e o céu constelado ajudava imensamente neste sentido. Além de servir como calendário, lembrando épocas do ano, explicava fenômenos naturais.

Atualmente as constelações não possuem a expressiva significação que tinham na antiguidade. São utilizadas pela Astronomia para indicar direções do Universo e facilitam o reconhecimento do céu.

Para o homem comum da cidade grande, tendo toda a informação impressa e a disposição, poucos param para observar o céu ou mesmo admirar as estrelas. O mesmo não ocorre no interior, onde o homem do campo ainda se baseia no céu para muitas coisas que faz.

Lembro que meu avô costumava confiar mais na posição do sol no céu do que em seu relógio quando o assunto era saber as horas: “ O relógio pode estar atrasado ou adiantado, o sol não!”, dizia ele quando eu era pequeno e morávamos no interior da Paraíba.

Foi nessa época que me apaixonei totalmente pelas estrelas e pelos desenhos dos deuses que os livros diziam que as estrelas formavam no céu. Foi sob o céu estrelado que comecei a contar minhas primeiras estórias e elas eram muitas vezes baseadas em Órion o gigante guerreiro, que vivia sob nossas cabeças ou nas aventuras em que eu fingia ser Perseu e montava em Pégaso, o cavalo alado, e lutava contra o monstro marinho Cetus, para salvar minha amada Andrômeda.

Em Itatiaia, naquela noite em que caçava as estrelas, tornei a ser menino e continuaria a noite toda ali, se não tivesse um jantar a minha espera e alguém me aguardando, afinal, eu não podia perder a chance de cumprir todas as mil coisas planejadas.

Frank


* Nota do autor: parte do texto que se refere a história das constelações foi baseada no artigo "As Constelações" da autora Edna Maria Esteves da Silva. Coordenadora do Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina.Maio/1999
http://www.cfh.ufsc.br/~planetar/textos/constel.htm
As Fotos são do site Foto Search:
http://www.fotosearch.com.br/fotos-imagens/constela%C3%A7%C3%B5es.html

quinta-feira, julho 12, 2007

Mochila Cheia de Arco-íris


Você jogou a pedra e eu reagi com risada, mas não foi risada de quem caçoava, era riso assim de quem observa criança peralta colocando o dedo na tomada para chamar a atenção; para ouvir um “não chora, não foi nada”.

Foi uma bela de uma pedrada, uma isca saborosa para meu tubarão cego das emoções descontroladas, mas eu estava distraído, dançando com os golfinhos e quase nem vi a pedra que passou bem de fininho.

Poderia ter ficado com raiva, poderia ter perdido o juízo, mas carrego comigo essa mochila cheia de arco-íris e o bolso cheio de sorriso; e mesmo que tuas nuvens densas escureçam o meu céu limpo, aprendi a conversar com o Senhor Tempo e ele sempre me diz: “não se apresse meu menino. Depois da chuva, o sol estará de novo contigo”.

Fingi que nada ocorreu, afinal ninguém ficou ferido, ninguém morreu, mas deixa eu sussurrar no seu ouvido esse recado meu: "eu sou você, você sou eu. Desperta, menina! Acorda, meu! Para que querer dominar o mundo com pedras, se o universo já é seu?"

Vem comigo, vem compartilhar do que já é teu, do que ninguém pode lhe roubar. Enche também a sua mochila de arco-íris e seu bolso de sorriso, e mesmo que pareça sem juízo, acredita que tudo aquilo que você quer, já esta há tempos contigo; quem sabe assim você não aposenta a pedra e vem dar risada comigo.

Frank

A Índia que Lavava a Terra

Ontem tive um sonho incrível e bonito,
Em que encontrava uma índia.
Ela estava sentada á beira de um rio,
Lavando o mundo com água corrente e alegria.

Ela cantava uma doce canção,
Enquanto lavava cada parte do planeta;
Com a dedicação de quem trabalha com coração,
Não importanto o tamanho da sujeira.

A índia repetia carinhosamente o seu ritual,
Mas nada parecia limpar
A sujeira que continuava igual,
E água nenhuma parecia lavar.

¨ Porque insiste em lavar o mundo?
Perguntei com incerteza,
Se ele estará novamente sujo
antes mesmo que você acabe a limpeza. ¨

¨ Talvez você não perceba...- disse ela sorrindo.
Mas a sujeira leva tempo para limpar,
E embora a gente deseje tudo bem rapidinho,
O que é duradouro se inicia internamente sem ninguém notar.¨

¨Nesse momento as águas desse rio profundo,
Já limparam os corações de milhares de espíritos.
E embora eles pareçam pequenos comparados com o mundo
Cada alma tem um universo dentro de si escondido.¨

¨Enquanto lavamos o mundo por fora,
Essas almas boas vão clareando tudo por dentro.
È dessa forma que a limpeza é feita agora,
Para juntos curarmos um mundo que estava morrendo.¨

¨Um mundo que em breve não será mais "paciente",
E como a gente, ajudará outros planetas a se curar.
Por isso é preciso ter paciência ao cuidar de um doente,
Pois quem é auxiliado um dia passará também a ajudar.¨

Observando a terra sujinha
Sendo tratada com tanto carinho,
Finalmente fiz a pergunta que tinha,
Enquanto a índia banhava o mundo todinho.

¨ Afinal que sujeira é essa
tão difícil de limpar?¨
E a índia respondeu sem pressa,
E suas palavras ainda ecoam no ar:

O que limpo não é a poeira da maldade no odiar,
Nem tão pouco o encardido da perda da inocência.
A sujeira maior que leva tempo para limpar
É a ignorância impregnada dentro de cada consciência.¨


Frank

segunda-feira, julho 09, 2007

Amor de Todas as Formas


Não importa de que maneira,
Todo mundo tem direito ao amor.
Não importa com quem seja,
Não importa como for.

Não importa como isso vai ocorrer,
Todo mundo tem direito a felicidade.
Se amar é o que queremos pra valer,
O que importa o sexo, o que importa a idade ?

Quem disse que o amor tem que ser assim ou assado?
Quem disse que é necessário seguir as regras da
sociedade?
Desde quando o amor é assim tão limitado
Que possa ser julgado se é certo ou errado?

Amar é romper barreiras,
Amar é quebrar tabus,
Amar é sorrir de bobeira,
Amar é apagar o escuro com luz.

Sei que não dá para medir,
Esse ¨estranho ¨que surge um dia no peito.
Só sei que vale a pena sentir,
E não julgar se ele é duradouro ou perfeito.

Por isso ame sem vergonha de ser feliz.
Só tenha vergonha mesmo de dizer : Não tentei !
E se alguém apontar o dedo ou torcer o nariz
Deixe-o continuar criticando o que sempre quis, mas
nunca fez.

No amor não existe uma única forma
E quem ama não deve explicação.
Pois toda relação é sagrada e criadora
Quando se está presente o respeito e o coração.


Frank
12 de abril de 2003

domingo, julho 08, 2007

Correndo todos os Riscos




O Amor pode te levar a um abismo de dor e desilusão.
As amizades podem machucar você mais seriamente do que qualquer inimizade faria.
A vida certamente te levará a morte.

Sabendo que morrerei um dia, deixarei de viver?
Sabendo que um dia posso ser magoado por meus amigos, deixarei de conhecê-los?
Sabendo que um dia posso perder a pessoa que amo, deixarei de amar?

Não sei muita coisa sobre a vida, mas ela já me ensinou algo que jamais vou esquecer:
Viver é experimentar a possibilidade de correr todos os riscos.
Errando e acertando aqui e ali, vamos seguindo lembrando quem somos.

Como um riacho que flui em direção ao mar, vamos experimentando cada margem e cada correnteza, cada calmaria e cada turbulência, mas sempre em frente, buscando trilhar todos os caminhos para retornar ao grande oceano.


Frank Oliveira

Ps/ Já dizia o poeta:
" O sonho da montanha é ser pedra rolante"

lançamento do livro: “NA LUZ DE KRISHNA - O SENHOR DOS OLHOS DE LÓTUS”



Ontem,sábado, dia 07 de julho, ocorreu o lançamento do décimo livro
produzido pelo prof. Wagner Borges:
“NA LUZ DE KRISHNA - O SENHOR DOS OLHOS DE LÓTUS”

O lançamento teve a apresentação MUSICAL do grupo de cantos étnicos “Vozes da Tribo”, formado pelos queridos amigos participantes do grupo de estudo do IPPB : Samuel S. Silva; Vitor Hugo França; Patricia Fonseca; Carla Oliveira; Renato Soares Stella; Tiago Trematerra; Melissa Rodrigues;Carlos César; Solange C. Bueno; e meu grande amigo e voador Adrianus Cafeu .

O livro, surpreendende, reune os melhores textos que o Wagner escreveu tendo como tema o "menino azul" Krishna. Uma coletânea de textos inspirados e inspiradores que abre o chacra cardiaco de qualquer um que o lê.

Fora a atmosfera já "completamente azulada" do IPPB, a apresentação do grupo Vozes da Tribo arrancou lágrimas dos olhos dos que estavam no local. Mantras bem cantados, arranjos sensacionais e o carisma do Cesar, Vitor e Samuca, aliado as vozes maravilhosas dos vocais femininos, e toda a parte instrumental com o Tiago, Renato e nosso querido voador Adrianus, que hora atacava no teclado, ora tocava guitarra, e por fim, arremetou todos os corações com sua versão de "My Sweet Lord" do Geroge Harrison.

Quando sai do IPPB, estava nas nuvens e segui em ritmo de mantras até as projeções finais de fim de noite. Um show imperdivel e um livro maravilhoso, quem precisa de algo mais??? Ok, O Brasil ganhou de 6 a 1...mas estava uma noite linda ontem e troquei o jogo pelas estrelas na janela e segui cantando noite a dentro: I really want see you...but it takes so long...

Frank Oliveira
http://cronicasdofrank.blogspot.com

Veja mais detalhes sobre o livro em: http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=5160&mode=thread&order=0&thold=0
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